BUSINESS PROCESS DAY 2009 - BLOG OFICIAL

Arquivo de Maio de 2008

Nem “luxemburgos” nem “parreiras”. As empresas precisam de mais “felipões”.

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Responda rápido, qual seria o treinador de futebol ideal para conduzir uma empresa? As opções são muitas e os critérios de escolha são extremamente subjetivos. Para ajudar a decisão, sugiro o nome de três profissionais, aparentemente bem-sucedidos: Vanderlei Luxemburgo, Carlos Alberto Parreira e Luiz Felipe Scolari, o Felipão.

As similitudes entre o futebol e a vida corporativa são evidentes, sobretudo em relação à necessidade de motivação constante, a preconização do trabalho em equipe para o alcance das metas, a constante preocupação com números/resultados obtidos, as estratégias, entre outras.

Por este motivo, e aqui não cabe nenhuma discussão sobre as conquistas de cada um dos citados, meu escolhido seria Felipão! O treinador gaúcho sabe trabalhar com a “cabeça e o coração” – o racional e o emocional - conforme os cenários exijam ciência ou arte (ou os dois ao mesmo tempo). Desta forma, ele pode ser caracterizado como um genuíno Lidestor. Um líder com uma imensa capacidade de gerenciamento.

Carlos Alberto Parreira pode ser visto como um líder com perfil para comandar ou coordenar um grupo. Indubitavelmente, o treinador carioca tem carisma, sabe se comunicar com maestria, parece saber ouvir o que os seus subordinados têm a dizer e, com paciência e compreensão, absorver críticas e sugestões e aplicá-las. Mas seus macroresultados serão tão bons assim?

Vanderlei Luxemburgo tem o perfil de gestor à moda antiga, do tipo “Eu penso, você executa“. Centrado na produção e na obtenção de resultados rápidos, em equilíbrio com um ambiente sempre extremamente motivador e com estímulo à inovação e flexibilidade, sempre acreditando estar agregando valor. Volta a perguntar: seus macroresultados seriam tão bons assim?

Por outro lado, Felipão é a personificação do “Lidestor”, conjuga o melhor do líder Parreira e do gestor Luxemburgo. O técnico gaúcho é intuitivo, inovador, tem a capacidade de gerir todos os processos, é extremamente dedicado ao grupo e pode ser definido como um holista. Sabe ouvir, controlar, orientar, planejar, dar “feedback”, delegar, corrigir, tomar decisões, motivar, trabalhar em e com equipes. Dedica-se para o sucesso do tudo e de todos, desenvolve as pessoas e tem talento social; mas, não se distancia dos resultados. Sabe bem que uma boa estratégia e a gestão eficiente das regras do negócio são fundamentais.

Além da sensibilidade aguçada, Scolari é muito dedicado ao coletivo e não se acanha em aprender a aprender, aprender a aprimorar, aprender a reaprender, aprender a recomeçar, aprender a ensinar e, assim, fomentar a melhoria contínua. E, é bem visível a sua preocupação com os resultados. Sempre coerentes e reais.

No ambiente de trabalho, assim como na vida corporativa, é fácil identificar “Parreiras” e “Luxemburgos”. Há profissionais que são claramente líderes. Incentivam, cativam, reconhecem, orientam e organizam a equipe, mas são péssimos em administrar prazos e verbas, e principalmente resultados. Por outro lado, há os fantásticos “tocadores de projetos”, comandando centenas de pessoas com a precisão de um relógio, mas sem a mínima sensibilidade em relação aos seus subordinados. E, no fim, os alcançados resultados serão destruídos pelos custos que os “mortos e feridos deixarão no caminho”.

Com a inserção cada vez maior das empresas no contexto do desenvolvimento econômico e da sustentabilidade, são cada vez mais necessários os Felipões, ou “lidestores” , pessoas que aliem a criatividade dos líderes com a eficiência e a eficácia dos gestores. Ou ainda, pessoas aptas a planejar como gestores, mas com a visão do todo, como os líderes intuitivos.

Vale ressaltar que a afirmação “a eficácia organizacional não está no conceito obtuso denominado ‘racionalidade’; ela reside na mistura de uma lógica cristalina com uma intuição poderosa”, do conceituado professor Henry Mintzberg, Ph.D. em administração empresarial pela MIT Sloan School of Management e considerado um dos mais importantes gurus mundiais da estratégia, corrobora minha preferência por Felipão! E você? Opta por quem?

Uma boa semana

Dieter Kelber

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NÃO HÁ SUSTENTABILIDADE SEM INTEGRAÇÃO DE PROCESSOS E COLABORAÇÃO

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Com o tema do Business Processday 2008 iniciamos as atividades do nosso blog oficial do evento. Participem mandando seus comentários e assuntos que queiram ver publicados. Freqüentem e participem das novidades.

O TEMA: “Não há sustentabilidade sem integração de processos”.

Gradativamente parece ser bem perceptível a qualquer um a atual velocidade e intensidade como as mudanças estão ocorrendo. Se no século XX os dois maiores fenômenos que influenciaram decisivamente a forma da gestão organizacional foram o invento do computador e a globalização, tudo parece indicar que o maior primeiro fenômeno do século XXI será a RSC, ou seja, a Responsabilidade Social Corporativa. Cada vez mais estamos sendo impactados pelos acontecimentos das três dimensões do Desenvolvimento Sustentável: a econômica, a social e a ambiental.

As empresas, mais uma vez por questão de sobrevivência, vêm conduzindo suas organizações no sentido de adaptar-se a esta realidade. O achatamento de suas estruturas, transformando sua forma de operar do vertical (gestão departamental ou funcional) para o horizontal (gestão de processos), com foco bem concentrado no cliente por toda a organização e um alinhamento bastante preciso dos níveis estratégicos, táticos e operacionais, fazem com elas tenham características nunca antes vistas: visão
sistêmica e velocidade. Os grandes grupos compram e vendem empresas, fundem-se, dividem-se, aliam-se e tantas outras formas mais na busca da concretização de uma estratégia vencedora que vá permitir a sua sobrevivência.

Quando analisamos esses fatos é fácil concluir que cada vez mais será necessário haver uma combinação equilibrada de liderança e gestão como competência fundamental dos profissionais que estão na direção e gerência de nossas organizações. Estes devem alinhar suas motivações internas com os desafios profissionais, pois cada vez mais serão obrigados a trabalhar com uma lógica cristalina concomitantemente com uma intuição poderosa. Os lídestores devem ainda usar a emoção para inspirar as pessoas a liberar energia e assim soltarem a sua motivação de dentro para fora. Cabe a eles serem os grandes estimuladores da motivação interna da equipe no ambiente de trabalho.

Os lídestores precisam praticar a liderança colaborativa, ajudando não só as suas equipes, mas também os seus pares e todos os stakeholders que estejam de alguma forma contribuindo para a sustentabilidade da organização. A sobrevivência da empresa é no fim das contas a sobrevivência da grande maioria que lá trabalha ou depende dela.

Tomando como base essas necessidades e as pesquisas que fizemos ao longo dos últimos três anos, é possível afirmar que há hoje uma intensa busca por profissionais que alinhem as características de gestor com as de líder, ou seja, que entendam dos processos de negócios e tenham ao mesmo tempo
competências e habilidades para liderar equipes.

E você? Está preparado para ser um lidestor?

Uma boa semana

Dieter Kelber

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